Localidades

mapa_001Alpalhão, Avessada, Barca da Amieira, Carrascal, Envendos, Ladeira, Maxial, Rebique, São José das Matas, Sanguinheira, Vale da Gama, Vale da Mua, Vale de Junco, Vale do Coelho, Vale de Grou, Venda Nova, Vilar da Lapa, Zimbreira, Zimbreirinha.

A População

envendos_0022Segundo dados estatísticos recentes, Envendos detém 960 residentes, dos quais 940 são eleitores recenseados.
Cerca de 20% dos habitantes desta freguesia são crianças e jovens, correspondendo 40% à percentagem de adultos em idade activa. Relativamente aos idosos, representam 40% da população local.
Ao fazer um estudo da evolução demográfica nesta zona do concelho de Mação, deve retroceder-se até ao censo da população de 1527, segundo o qual o julgado de Envendos detinha 123 vizinhos. Já no século XVIII, no Dicionário Geográfico de Portugal (tomo XIII), o Cura Pedro Martins Capão afirma que Envendos “Tem trezentos e vinte e outo Vizinhos e pessoas mil e vinte e seis (…). Tem termo seu como já fiqua ditto e por todo elle tem vinte e quatro lugares que junto com a villa tem o numero dos veizinhos e pessoas assima declaradas”.
O crescimento populacional da freguesia continuou e estudos estatísticos realizados em Portugal, em 1849, mostram que possuía, então, 388 fogos e 1 780 habitantes, dos quais 930 eram mulheres. Nesse ano, ocorreram 51 nascimentos, 32 óbitos e 17 casamentos.

A Freguesia

333Envendos situa-se no ponto de convergência de três regiões distintas (Beira-Baixa, Alentejo e Ribatejo), a treze quilómetros de Mação, sede concelhia. Assim, esta freguesia detém características que a identificam com cada uma destas regiões: da Beira, tem as serras, as montanhas e os vales de rara beleza, de onde brotam as nascentes de água cristalina e com poderes curativos; do Alentejo, sobressaem as culturas do olival, dos sobreiros e os arbustos silvestres; do Ribatejo, notam-se as características vinícolas e a pesca.

Esta simpática freguesia do concelho de Mação é composta por dezanove aldeias de grande beleza: Alpalhão, Avessada, Barca da Amieira, Carrascal, Envendos, Ladeira, Maxial, Rebique, São José das Matas, Sanguinheira, Vale da Gama, Vale da Mua, Vale de Junco, Vale do Coelho, Vale de Grou, Venda Nova, Vilar da Lapa, Zimbreira e Zimbreirinha.

O topónimo Envendos tem uma origem duvidosa, havendo quem considere que advém de Em-os-Vendo. No entanto, o estudioso de toponímia Joaquim da Silveira defende que Envendos será o resultado da evolução do nome Evenandus (antropónimo medieval de origem germânica): Evenandus > Eveando = Enveando > Evendo > Enveendo > Envêdo > Envendo > Emvendo > Envendos.

A ocupação humana do território que corresponde à actual freguesia remonta a épocas antiquíssimas, tal como o atestam os variados vestígios arqueológicos encontrados na zona, datando os mais antigos do período rupestre.

Da presença dos Lusitanos, destacam-se os castros (Vilar da Lapa, Zimbreira e Vale de Grou) que serviram de defesa aos povos da época.

A riqueza do Rio Tejo em ouro atraiu os cartagineses e os romanos para esta zona da Península Ibérica. Há vários nomes na freguesia que estão relacionados com a exploração de ouro: os blocos de ouro retirados dos poços eram denominados de palacres ou palacranas, o que originou o nome da Ribeira de Pracana (palacrana > paracana > peracana > pracana); as ferrenhas e os algarves, perto de São José das Matas, também se referem à actividade mineira que, outrora, animou esta freguesia.

Em Vale de Grou, têm sido encontradas importantes marcas romanas, mas a profundidade a que estas foram encontradas indicia que terá ocorrido um terramoto.

Pensa-se que as origens de Envendos remontam aos inícios da Nacionalidade e sabe-se que, nessa altura, era parte integrante das terras de Guidimtesta, que foram doadas pelo monarca D. Sancho I, em 1194, a Afonso Pais, prior da Ordem dos Hospitalários. Até então, Envendos fazia parte do bispado de Egitânia.

O topónimo Envendo é referido no foral novo de Belver, datado de 18 de Maio de 1518, e alguns anos mais tarde, em 1522, já se alude ao “cõcelho dos Evendos”. Nesse mesmo ano, numa carta régia, o topónimo já aparece com a forma Envendos.

De acordo com as informações fornecidas pelo Padre Carvalho, no século XVIII, a vila possuía cadeia, pelourinho e 500 fogos, estando, então, dependente da Correição de Abrantes. Em 1759, o pároco de Envendos informa que a vila estava já na dependência da Correição do Crato, sendo terra donatária do Grão Prior do Crato, o Infante D. Pedro.